Revendo e relembrando O início de A Valquíria, de Wagner.
link https://www.youtube.com/watch?v=Qx55EmiFadg
Como a orquestra trabalha, me interessa.
os atos vocais muito em função das emoções e da interação.
Tanto o eixo das alturas, quanto o ritmo das frases e notas.
Aqui temos uma gramática de gestos: súplica, lembrança, etc.
Para que alguém preste atenção em alguém, para que esse foco mude é preciso mudar a música.
Agora, e os temas?
Bem, em uma hora de duração programada, há necessidade de tema?
Há o jogo com os padrões, com a forma.
Vejamos o meu caso:
a primeira cena a médica chega cansada e se senta de frente para a platéia. Cadeira em frente à plateia.
É o som da campainha que muda tudo. Ela reage ao som da campainha. Não sabe o que é. Acha que sabe. Uma médica que acha que sabe de tudo.
Pode ser o porteiro? quem vem importunar a uma hora dessas? e por que importunar? Ela reage veementemente a isso. tira forças de onde não tem. Não quer contato. não quer mais nada. Agora, uma médica deveria atender, estar disponível. Mas ela é médica mas está cansada também. Ficar em casa, ficar em sua cadeira. Parar o mundo por alguns instantes. Negativa. não.
Som do interfone várias formas: 4 notas(quilatera + colcheia stacatto), três quialteras que acabam em uma nota (7 notas), grupo de 11 semicolheias. é um tremolo, agudo, de um segundo e meio.
Link:https://youtu.be/GrUv0UZ54j8
Para esses tremolos, fui reestudar Monteverdi e o Stile concitato, especialmente Il combattimento di Tancredi e Clorinda.
É interessante como assim vou fazendo uma playlist pra compor.
Uma variação dessa técnica, é a própria voz repetir, tremular, na mesma nota, com palavra.
Há bruscas mudanças de emoção, entre os extremos da agitação e da calmaria. A luta pode ser com alguém, ou consigo mesmo.
https://youtu.be/RDuL13Biinc
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