No esforço de fevereiro, enquanto as crianças estavam na escola, pude desenvolver o encontro entre as amigas. O caráter melancólico da médica foi acentuado, sendo contrastado com a inserção de ritmos brasileiros depois que elas dividem o mesmo espaço.
Lembro aqui das propostas realizadas na Suíte Clássica, a partir de textos da Antiguidade. Ali também me vali de um grupo pequeno, camerístico, e inseri variações cromáticas dentro de um contextos harmônico mais ou menos definido a partir de uma tônica.
Na próxima sequência creio que teremos algo mais narrativo, duas delas contando suas histórias. Já sabemos que é a médica. Aqui pretendo me valer de algo que já utilizei na Suíte Clássica - o caráter rapsódico da cena.
Outra grande narração que penso fazer será de introduzir o mito da "Dulle Griet", de Bruegel. Assim, a professora universitária vai fazer um festim multissensorial.
Até que temos o roteiro
1- abertura instrumental ( comecei a compor, mas precisa ser expandida)
2- Solidão
3- Interrupção
4- Entrada das duas amigas.
Uma questão que tinha pensado é de inserir um interlúdio cômico parodiando o tempo delas de cantar em coros na universidade. Esse episódio independente pode estar presente agora quando se encontram. Ou depois.
A ordem de colocar/posicionar a cena e a ordem de fazer ainda estão em aberto.
Está mais fácil contar as história primeiro. Creio.
Antes de encerrar essa primeira grande sequência de reconhecimento, tive de suspender a composição, para me dedicar a compor uma obra pra BiG Band que juntava funky e maracatu. - Lockdown. Creio que o imenso trabalho nessa obra me fez bem, pois voltei para acabar a sequência com ideias mais claras sobre o uso de ritmos brasileiros.
Como na SUíte clássica, valho-se da inserção do material conhecido (ritmo/melodia) para depois o desfigurar.
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